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  Faqs - perguntas mais frequentes

1- Em que dia deverá ser feito o Brit Milah do meu filho?

Deverá ser feito no oitavo dia de vida, exceto naqueles casos em que haja alguma doença e o procedimento passe a representar um risco para a saúde da criança. Neste caso, a Halachá nos isenta da obrigação de realizar o Brit no oitavo dia. Por exemplo: se a criança nasce em bom estado de saúde, mesmo que seu peso não atinja os 3 kg, em uma terça-feira, o Brit deverá ser feito na terça-feira seguinte. É importante lembrar que o nosso dia começa ao pôr-do-sol, portanto, se uma criança nasce numa quinta-feira à noite, geralmente após as 18:00h, o Brit deverá ser realizado na sexta-feira seguinte.


2- Se meu filho nascer no shabat, em que dia deve ser realizado o Brit?

A mitzváh do Brit Milah está acima de qualquer outra. Se uma criança nacer de parto normal no shabat, seu Brit não só poderá como deverá ser realizado no shabat seguinte. Se, por exemplo, o oitavo dia de vida cair no dia de Yom Kipur, o Brit deverá ocorrer neste dia. Não existem controvérsias entre os movimentos judaicos - Ortodoxo, Conservativo e Reformista - neste ponto.


3- Se o pai é judeu e a mãe não é judia, o Brit pode ser feito?

Esta é uma situação extremamente comum nos dias de hoje. De qualquer forma, o Brit pode se realizado no oitavo dia de vida, mesmo neste caso. Neste caso, o bris será o primeiro passo do processo de sua conversão. Aos trezes anos ele deverá, se assim o quiser, assumir sua identidade como judeu com um banho ritual (Mikvah) diante de um Bet Din (tribunal composto por pelo menos por um rabino e dois judeus observantes). É importante que o Mohel esclareça tudo isto aos pais. Fazer o Brit no oitavo dia de vida não irá, por si só, conferir o status de judeu a esta criança. É fundamental que seus pais estejam dispostos a dar uma educação judaica aos seus filhos.


4- De quem é a obrigação de realizar o Brit Milah?

De acordo com o Talmud, a mitzvah é do pai. Como normalmente o pai não possui conhecimentos técnicos necessários para realizá-lo, um Mohel pode ser chamado. De fato, a maioria dos Mohalim ortodoxos e conservativos no momento da cerimônia do Brit, pedem aos pais que declarem publicamente que desejam que o Mohel realize aquela cerimônia, estabelecendo assim um link com esta Halachá.


5- O que é o Mohel?

Mohel é a pessoa devidamente capacitada para realizar um Brit Milah. Qualquer judeu pode tornar-se um mohel. Durante séculos, os conhecimentos e a técnica para a realização do Brit Milah passaram de pai para filho.
Os Movimentos Reformista e Conservativo só conferem o título de Mohel a médicos legalmente habilitados. No entendimento destes Movimentos, além dos aspectos religiosos envolvidos no Brit Milah, que exigem do Mohel uma profunda ligação espiritual, existe também um ato médico, com todas as suas implicações legais.
No Brasil existe um parecer do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, de 1987, que determina: “A circuncisão é ato médico e como tal é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde, não devendo ser praticado por outro profissional que não é médico.”


6- Existem bebês que nascem já circuncidados?

Na realidade, existem bebês que nascem com um tipo de malformação congênita chamada de hipospádia, que leva a pensar que “a criança nasceu circuncidada”. Nestes casos a pele que existe ao redor da glande (prepúcio) não deve ser retirada, pois posteriormente ela poderá ser usada para o tratamento deste problema. É então realizada uma cerimõnia chamada “Hatafat Dam Brit”, na qual retira-se uma gota de sangue da pele do prepúcio com uma pequna agulha (semelhante a uma agulha de vacina) e prossegue-se com a parte litúrgica do Brit. O “Hatafat Dam Brit” também deve ser realizado no oitavo dia após o nascimento do bebê.


7- E o padrinho e a madrinha, que papel desempenham na cerimônia do Brit Milah? Eles precisam ser judeus?

Existem três figuras com este significado dentro da cerimônia do bris.
Kvater e Kvatrin: padrinho e madrinha (em Yidish). São as pessoas que levam a criança até o Mohel. Não é necessário serem judeus, e este número (um padrinho e uma madrinha) não é fixo. Podem ser dois homens e duas mulheres, três homens e uma mulher, três mulheres, ..., a escolha é de cada família.
Sandak (síndico em grego): é aquele que irá segurar a criança enquanto o mohel estiver fazendo o Brit.
É exigido que o Sandak seja judeu e que esteja usando um tallit durante a cerimônia. O papel de padrinhos no judaísmo não tem a mesma conotação de outras religiões, onde em caso de morte dos pais, os padrinhos passariam a ser os responsáveis pela criança. No judaísmo é somente uma homenagem.


8- A anestesia é permitida pelas leis judaicas?

Este é um ponto que não deveria provocar nehum tipo de controvérsia entre os movimentos judaicos. A anestesia já era conhecida na época do Talmud, mas nossos sábios não fizeram declarações nem proibindo nem encorajando-a. Com este silêncio, muitas discussões ocorreram e ocorrem até nossa geração.
A grande polêmica é a necessidade ou não da criança sentir dor durante o Brit. Alguns rabinos se opõem justificando que Avraham Avinu sentiu dor. Este ponto de vista é severamente criticado por muitos outros rabinos. Segundo o Rabino Ovadiah Yosef: “não existe nenhuma obrigação de haver dor durante a circuncisão”.O Comittee on Jewish Law and Standards, do Movimento Conservativo, emitiu uma responsa, concluindo que é permitido o uso de anestesia durante o prcedimento do Brit Milah, deixando à critério do Mohel o tipo de anestesia a ser usada, de acordo com as necessidades de cada caso.
Pesquisas americanas recentes demonstraram que, baseando-se nos batimentos cardíacos e na intensidade do choro como indicadores de desconforto e dor, o uso da anestesia resulta num ato mais tranquilo e menos doloroso para a criança.


9- Existe alguma vantagem médica em se fazer a circuncisão?

Sabe-se que nos primeiros meses de vida as infecções urinárias são muito comuns em meninos. Meninos não circuncidados tem até 15 vezes mais chances de desenvolver infecçõs do trato urinário. Sabe-se também que quase 30% dos homens que não foram circuncidados quando recem-nascidos, em determinado estágio da vida, precisam submeter-se a uma cirugia de fimose (postectomia). É importante lembrar, que neste caso, já não é possível um procedimento tão simples quanto ao que se faz em recem-nascidos (a cirurgia deve ser feita num hospital, com pontos de sutura, ... - os recem-nascidos não levam pontos!!! Além disso, mulheres casadas com homens circuncidados têm incidência muito inferior de câncer de colo de útero e os homens circuncidados não apresentam câncer de pênis.

10- Existe algum ponto negativo em realizar o Brit Milah, como perda de sensibilidade ou irritação peniana?


Não, a circuncisão não acarreta nenhum tipo de malefício à saúde. Se forem respeitados os critérios, ou seja, se a criança nascer com saúde, e o profissional que realizar o procedimento for capacitado, a circuncisão é um procedimento extremamente seguro, simples e benéfico para a criança.

11- O que se faz com o prepúcio (pele que recobre a glande e que é retirada no momento da circuncisão) após a circuncisão?

Existe o costume de se "enterrar" o prepúcio retirado na circuncisão num vaso de plantas ou num jardim, para que o bebê tenha uma vida fértil.
Entretanto, atualmente, com os avanços tecnológicos disponíveis, a cultura de células-tronco adultas já é possível, utilizando-se células retiradas deste prepúcio. E o que é exatamente célula-tronco? Para que cultivar e guardá-las?

Algumas células têm a capacidade de se multiplicar e gerar diversos tipos de outras células diferentes e são chamadas de células-tronco. Elas tem o poder de se transformar em células de pele, fibras musculares, coração, ossos, cartilagem, gordura e vasos sanguíneos (artérias e veias). Estas células podem ser utilizadas para reparar ossos, melhorar a circulação sanguínea ou reparar a pele (em casos de queimaduras, por exemplo).
E por quê guardar células? Já está comprovado que é possível guardar células por longos períodos, mantendo-se a idade destas células da época do congelamento. Quanto mais jovens as células usadas em tratamentos (procedimentos para cicatrização, reparo de lesões por trauma ou processos degenerativos), maiores as chances de sucesso. Existe um laboratório especializado em cultivar e guardar estas células. Se você tem interesse, visite o site www.excellion.com.br e peça mais informações.